sábado, 16 de janeiro de 2010

Visão do prefeito de Cuiabá sobre o PODER DO VOTO



"O voto não é nossa arma",  escrito por Waldir Santos,  prefeito de Cuiabá  -  página do Partido Verde - Diretório da Bahia .  

"A arma do eleitor é a conscientização política dos incautos e dos que “não gostam de política”, que agem como se vivessem sem ela. O voto é apenas a munição, por meio da qual o povo pode alcançar as necessárias mudanças.

... não se quer desprezar o valor do voto, mas apenas demonstrar que projéteis não devem ser arremessados um a um, com as mãos. ... aqui podemos chamar de conscientização política. ... pacífica revolução social, por meio da mal utilizada democracia.

Em lugar de simplesmente escolhermos bem os nossos candidatos e concluirmos cínica e preguiçosamente que “fizemos a nossa parte”, sabendo como sabemos a qualidade do que, como povo, temos eleito, devemos arregaçar as mangas e começar, por exemplo, participando de programas voluntários de combate ao analfabetismo, ..."

Como diz Roque Aras, “a hora é de cada qual cumprir o seu dever”. Troquemos, pois, nossas armas."

*
Ao Prefeito Waldir Santos,

É indiscutível sua afirmação de que o voto tem sido usado contra nós, no artigo  “O voto não é nossa arma”.  Porém,  isso ocorre por conta da ignorância (não burrice) dos eleitores, desinteressados pela história dos candidatos nas eleições.   Grande parte dos brasileiros se contenta com promessas e troca sua dignidade por uma simples dentadura ou meio metro de asfalto na rua; troca sua independência por cestas e bolsas. Fica atrelado a políticos que lhes oferecem pouco. Não cobra, não exige.

Mas é um grande erro dizer que o voto é apenas munição.  Munição seria o respeito pelo eleitor.  E é outro erro,  um erro quase romântico,  falar em consciência política num país em que não há interesse pelo assunto, onde as pessoas acreditam ser uma boa ação o que não é mais do que obrigação de seu representante.


Parece, sim,  intenção  de  anular o enorme poder, em forma de voto, que tem o eleitor,  principalmente no trecho    "Em lugar de simplesmente escolhermos bem os nossos candidatos e concluirmos cínica e preguiçosamente que  “fizemos a nossa parte”, sabendo como sabemos a qualidade do que, como povo, temos eleito, devemos arregaçar as mangas e começar, por exemplo, participando de programas voluntários de combate ao analfabetismo."   


O brasileiro trabalha oito horas todos os dias e poucos teriam tempo para  'arregaçar as mangas em prol dos mais carentes'.  Além disso, o fato de ser alfabetizado ou ter muitos  anos de estudo não garante maior capacidade para escolher seu candidato a ninguém.  Dessa incapacidade é que se valem os malfeitores para angariar votos. 


Participar de programas sociais é atitude louvável,  mas o cidadão não é obrigado a fazer um trabalho que não cabe a ele, mas aos políticos por ele indicados e regiamente pagos.


O voto é nossa arma, sim.  E a munição é mostrar ao povo que nossa única saída é fazer uma varredura nas urnas.

Quanto à frase  "Troquemos, pois, nossas armas",  uma outra faria mais efeito "troquemos, pois, nossos políticos".



Jurema Cappelletti
Nota:   1  -  O artigo, que pode ser considerado como a negação do óbvio, tinha até sábado o titulo de  "O voto não é nossa arma".  Hoje, ao tentar mais uma vez encaminhar  a resposta acima, lá estava outro título  "A arma do eleitor não é o voto",   que significa a mesma coisa, mas deixa de ser o mesmo título com apenas uma palavra - NÃO - a mais.   2  -  Da próxima vez, em casos como esse, ao invés de copiar/colar, vou tirar foto para ter certeza de evitar engano, como poderia ser no caso do título.   3 -   Ainda não consegui enviar comentário ao autor do texto.


Síntese da história política de Waldir Santos


1 - Desempenhou função na Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Cuiabá;  2 - Se elegeu pela primeira vez para vereador de Cuiabá em 1988 pelo PMDB;  3 -  Renunciou a este mandato para concorrer a outra eleição;  4 - foi eleito deputado estadual,em 1990 pelo PDT;  5 - Foi reeleito em 1994;  6 - Em 1998 elegeu-se deputado federal novamente pelo PMDB;  7 - Em 2000 concorreu pela primeira vez a prefeitura de Cuiabá, obtendo o 3o.lugar;  8 - Reeleito deputado federal em 2002 pelo PSDB;  9 - foi eleito à prefeitura de Cuiabá em 2004;  10 - Em 2008, em eleição novamente decidida no 2o.turno, foi reeleito prefeito.

Curiosidade:  Um relatório da CGU apontou que as licitações e contratos para a execução as obras do PAC tinham indícios de superfaturamento.   Prefeito de Cuiabá,  Wilson Santos (PSDB ) nega superfaturamento ‎12/01/2010‎.

2 comentários:

Emprego disse...

O texto não é do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, e sim meu. Houve confusão de nomes. Sou Advogado da União em Salvador e nunca exerci cargo eletivo.

Abraços
Waldir Santos

Jurema Cappelletti disse...

Waldir, perdoe o engano. Por isso achei estranho que o artigo do prefeito de Cuiabá estivesse numa página de Salvador.

"O voto é nossa arma: 01/16/1016 Jan 2010 ... "O voto não é nossa arma", escrito por Waldir Santos, ... Prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB ) nega superfaturamento ‎12/01/2010‎. ..."

Só agora percebi que, na informação do Google, há os dois nomes Waldir e Wilson. Você sabe como informar o erro ao Google?

Um abração, Ju (obrigada ela informação)